O Conto " Os Olhos Azuis" ocupa as páginas centrais do Ecos... e termina: " - Môce. ó Jôquenite, ê cá nâ percebe uma côsa. Tu e a nha Balbina são prestes come um tição ( teção) e co´me é que o mê Janica tem os olhos azuis e cabelinhe qua branque? - Côsas da vida mê sogre! Côsas da vida! - respondeu Jôquenite apertando Balbina contra o peito ( pête)."
José João Santos
Inté pereces filha d`Ólhão, moça! Amiga do pête, tou a guestare do tê falajare.
Este conto do Zé João encheu-me as medidas desde o instante em que o li no rascunho e o passei no computador. É a minha terra e a minha gente que está ali retratada. Eu sou filha e neta de pescadores e embora tivesse sido criada noutra terra do mar, a minha cultura algarvia esteve sempre presente na minha casa. Nunca perdi de vista as minhas raízes! Amo a minha terra e tudo o que ela tem de bom ( e de mau). O seu falajar encanta-me. Ah! moça marfada qu'inté tu me pareces d'Olhão!
Uma soma de letras ou uma sopa de letras muito bem cozinhada.Quem por aqui passa lê um conto que lhe enche as medidas. A Moura Floripes , há pouco tempo no cinema de Olhão, é outro documento relevante sobre as gentes do mar, em que as mulheres usavam o bioco e levavam os seus homens até à embarcação, protegendo-os das bruxas e dos maus olhados. Crenças simples que medram nos meios simples, genuínos, como este que revelas. bjos
4 comentários:
O Conto " Os Olhos Azuis" ocupa as páginas centrais do Ecos... e termina:
" - Môce. ó Jôquenite, ê cá nâ percebe uma côsa. Tu e a nha Balbina são prestes come um tição ( teção) e co´me é que o mê Janica tem os olhos azuis e cabelinhe qua branque?
- Côsas da vida mê sogre! Côsas da vida! - respondeu Jôquenite apertando Balbina contra o peito ( pête)."
José João Santos
Inté pereces filha d`Ólhão, moça! Amiga do pête, tou a guestare do tê falajare.
Bêjes
Bom fim de semana!
Isabel
Este conto do Zé João encheu-me as medidas desde o instante em que o li no rascunho e o passei no computador. É a minha terra e a minha gente que está ali retratada. Eu sou filha e neta de pescadores e embora tivesse sido criada noutra terra do mar, a minha cultura algarvia esteve sempre presente na minha casa. Nunca perdi de vista as minhas raízes! Amo a minha terra e tudo o que ela tem de bom ( e de mau).
O seu falajar encanta-me.
Ah! moça marfada qu'inté tu me pareces d'Olhão!
bjs
Esperança
Uma soma de letras ou uma sopa de letras muito bem cozinhada.Quem por aqui passa lê um conto que lhe enche as medidas. A Moura Floripes , há pouco tempo no cinema de Olhão, é outro documento relevante sobre as gentes do mar, em que as mulheres usavam o bioco e levavam os seus homens até à embarcação, protegendo-os das bruxas e dos maus olhados. Crenças simples que medram nos meios simples, genuínos, como este que revelas.
bjos
Mia
Mia
Obrigada pela tua visita.
É este o meio em que vivo, e em que fazemos os possíveis por manter vivas as tradiçoes, as crenças e a história.
bjs
Esperança
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