
Conheço o meu amigo Fernando desde que ele era pequenino, de resposta pronta e ar despachado. Depois fomos vizinhos. Já ele era um adolescente que sabia o que queria da vida.
Tornou-se cozinheiro. Dos melhores. Sinto grande orgulho nele. Porque foi longe na vida e faz aquilo de que sempre gostou sem atropelar ninguém e porque continuou sendo a mesma pessoa.
Hélio Loureiro é por demais conhecido dos portugueses. Responsável pela alimentação da selecção portuguesa de futebol, é um dos mais conceituados e prestigiados Chefes de Cozinha, autor de programas de televisão e de livros sobre gastronomia.
Recentemente, o meu amigo aceitou o desafio de outros amigos e estreou-se na literatura com um livro surpreendente onde a Gastronomia se mistura com a História.
O livro proporciona uma leitura atractiva, com muitos cheiros, sabores, texturas, cores e sons, acrescidos das descrições muito visuais dos ambientes, nomeadamente das cozinhas. É um livro colorido e cheio de movimento.
As receitas apresentadas ao longo da narrativa envolvem o leitor, resultando numa mais-valia de interacção. Experimentando as receitas, vivenciamos a época retratada.
A trama, contada na primeira pessoa, é simples, sem ser simplista. As ambições pessoais de António do Vale das Rosas são goradas por intrigas políticas em nome de uma nação dividida, que o leva a associar-se a um crime que desagua em vingança.
Não fez jus ao provérbio de que é melhor deitar-se com penas do que acordar com remorsos. A personagem do cozinheiro levado à traição, resgata no suicídio/assassínio a lealdade jurada ao seu rei.
No contexto das invasões francesas, a ida da corte para o Brasil desencadeou um conjunto de reacções políticas e sociais, descritas com vivacidade por Hélio Loureiro.
As receitas apresentadas ao longo da narrativa envolvem o leitor, resultando numa mais-valia de interacção. Experimentando as receitas, vivenciamos a época retratada.
A trama, contada na primeira pessoa, é simples, sem ser simplista. As ambições pessoais de António do Vale das Rosas são goradas por intrigas políticas em nome de uma nação dividida, que o leva a associar-se a um crime que desagua em vingança.
Não fez jus ao provérbio de que é melhor deitar-se com penas do que acordar com remorsos. A personagem do cozinheiro levado à traição, resgata no suicídio/assassínio a lealdade jurada ao seu rei.
No contexto das invasões francesas, a ida da corte para o Brasil desencadeou um conjunto de reacções políticas e sociais, descritas com vivacidade por Hélio Loureiro.
É um livro muito interessante, do qual eu aconselho a leitura.
Para aguçar o apetite, deixo aqui, com a devida autorização do meu amigo, as primeiras páginas.
4 comentários:
Uma sugestão que vou aceitar. Recentemente comprei um sobre a mesma época, da autoria de José Jorge Letria, cuja acção também decorre no Brasil.
Um excelente post, colega!Lê-se de um fôlego.
Um beijo grande, grande.
Fazias falta na blogosfera.
Isa
Oi meu estimado e novo amigo.
Adorei seu blog, muito criativo.
Voltarei sempre.
fique na paz.
Te aguardo no cantinho da deusaodpoya.
Regina Coeli.
Isabel
Senti a tua falta no meu canto.
Folgo em ver que estás de volta.
A tua opinião é importante neste humilde espaço! Obrigada.
bjs
Esperança
Um cozinheiro da elite dos Mestres-Cuca portugueses.
Conhecido, sim, e apreciado!
Boa sugestão de leitura! Diferente e didáctica, por certo.
Um abraço.
Jorge P.G.
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