Ontem foi o Dia Europeu do Vizinho. Não estranhei, pois agora é moda haver dias para tudo e todos os gostos.
Os vizinhos já não são o que eram.
Dantes, todos se conheciam, pelo menos de vista. Podíamos sempre contar com o vizinho, que estava em casa, para nos assinar a carta registada que vinha pelo correio, para nos recolher a garrafa de gás deixada pelo distribuidor, para entregar a contagem da água ou da luz ou para ficar com os miúdos que chegavam da escola. A vizinhança era uma comunidade de ajuda. Claro que havia os “cuscos” e os mal-encarados. Os primeiros eram tratados com tolerância e ficavam só a saber o essencial de qualquer informação. Quanto aos segundos, um bom dia, às vezes nem isso, chegava. Eram os tempos das ruas de casas térreas, dos largos ou dos pátios.
Agora já quase que não há vizinhos. Há o do rés-do-chão, do 2º esquerdo, do 5º direito ou do recuado do 8º ou 9º. Saem de manhã, não vêm almoçar e geralmente chegam à noite. Os miúdos passam o dia na escola, o gás é comprado na bomba mais próxima e as leituras do gás e água enviam-se por e-mail. Aos fins-de-semana avistamo-nos nos elevadores e reconhecemo-los nos corredores dos centros comerciais. São os tempos dos blocos de apartamentos, das urbanizações, dos dormitórios.
É pena. Os vizinhos fazem-nos falta. Este Dia europeu é uma tentativa, pouco divulgada, de repor a sua importância. De trazer de volta a entreajuda e a solidariedade.
Os vizinhos já não são o que eram.
Dantes, todos se conheciam, pelo menos de vista. Podíamos sempre contar com o vizinho, que estava em casa, para nos assinar a carta registada que vinha pelo correio, para nos recolher a garrafa de gás deixada pelo distribuidor, para entregar a contagem da água ou da luz ou para ficar com os miúdos que chegavam da escola. A vizinhança era uma comunidade de ajuda. Claro que havia os “cuscos” e os mal-encarados. Os primeiros eram tratados com tolerância e ficavam só a saber o essencial de qualquer informação. Quanto aos segundos, um bom dia, às vezes nem isso, chegava. Eram os tempos das ruas de casas térreas, dos largos ou dos pátios.
Agora já quase que não há vizinhos. Há o do rés-do-chão, do 2º esquerdo, do 5º direito ou do recuado do 8º ou 9º. Saem de manhã, não vêm almoçar e geralmente chegam à noite. Os miúdos passam o dia na escola, o gás é comprado na bomba mais próxima e as leituras do gás e água enviam-se por e-mail. Aos fins-de-semana avistamo-nos nos elevadores e reconhecemo-los nos corredores dos centros comerciais. São os tempos dos blocos de apartamentos, das urbanizações, dos dormitórios.
É pena. Os vizinhos fazem-nos falta. Este Dia europeu é uma tentativa, pouco divulgada, de repor a sua importância. De trazer de volta a entreajuda e a solidariedade.