
25 de Maio é o Dia de África.
Celebremos esse continente assolado por cheias, secas, guerras, fomes e doenças, dando as mãos no que estiver ao nosso alcance. Ajudemos com livros para as escolas, roupas para os desalojados ou medicamentos. Divulguemos os seus escritores, os seus poetas, a sua arte, a sua música. Celebremos África com solidariedade.
Elejo, neste canto, algumas coisas belas: pintura, escultura, cerâmica e letras.

O artista mais conhecido de Moçambique, o carismático Malangatana Ngwenya foi nomeado Artista UNESCO para a Paz em 1997.
Malangatana nasceu em 1936 em Matalana, sul de Moçambique. Os seus primeiros anos de vida foram passados em Escolas de Missões e ajudando a sua mãe no trabalho no campo.
Em 1958 Malangatana frequenta o Núcleo de Arte, com o apoio do pintor Zé Júlio. No ano seguinte, Malangatana tem o seu trabalho exposto publicamente pela primeira vez numa exposição colectiva e dois anos mais tarde, realiza a sua primeira individual, com 25 anos. Em 1963 a sua poesia é publicada na revista 'Black Orpheus' e na antologia 'Modern Poetry from Africa". No ano seguinte, Valente Malangatana é preso pela polícia secreta (PIDE) e passa 18 meses na cadeia. Em 1971 recebe uma bolsa da Fundação Gulbenkian e estuda gravura e cerâmica. Desde 1981 trabalha exclusivamente como artista.
O trabalho de Malangatana projecta uma visão ousada da vida onde há uma comunhão entre homens, animais e plantas. Baseia-se na sua 'herança' mas simultaneamente abraçando símbolos de modernidade e progresso, síntese entre arte e política.
extraído de: "Contemporary Africa Database"
Travessa em cerâmica
Inácio Matsinhe nasceu em Maxixe, Moçambique em 1945. É um dos grandes nomes das artes plásticas Moçambicanas.
Fortemente ligado à sua terra natal, a sua pintura e cerâmica mostram geralmente cores vivas e quentes: encarnados, amarelos e azuis-cobalto mas também por vezes nostálgicas com amarelos e verdes.
Matsinhe expõe regularmente desde os anos 60 em todo o mundo desde Portugal e Espanha ao Reino Unido (African Center- Londres) ou aos Estados Unidos (World Surrealist Exibition - Chicago). O seu trabalho está representado em inúmeras colecções privadas mas talvez a sua obra mais emblemática seja o enorme painel de azulejos na Av. Gago Coutinho em Lisboa.
extraído de: "Cerâmica e Escultura" (2002) - C.Bajouca ; "Arte 98" (1998) - F.I. do Carmo
Fortemente ligado à sua terra natal, a sua pintura e cerâmica mostram geralmente cores vivas e quentes: encarnados, amarelos e azuis-cobalto mas também por vezes nostálgicas com amarelos e verdes.
Matsinhe expõe regularmente desde os anos 60 em todo o mundo desde Portugal e Espanha ao Reino Unido (African Center- Londres) ou aos Estados Unidos (World Surrealist Exibition - Chicago). O seu trabalho está representado em inúmeras colecções privadas mas talvez a sua obra mais emblemática seja o enorme painel de azulejos na Av. Gago Coutinho em Lisboa.
extraído de: "Cerâmica e Escultura" (2002) - C.Bajouca ; "Arte 98" (1998) - F.I. do Carmo
Nascida em 1964, Colleen Madamombe detém um papel de inspiração no movimento de escultura devido ao facto de ser uma das poucas mulheres escultoras no Zimbabué e considerada frequentemente mais importante.
O seu trabalho adiciona uma nova dimensão à complexidade da escultura em pedra no Zimbabué pelo compromisso e fidelidade a um tema. Madamombe utiliza as suas capacidades artísticas e técnicas para realçar as características das mulheres Shona, bem como para chamar a atenção para as desigualdades que afectam as suas vidas.
extraído de : "Life in Stone, Zimbabwean Sculpture", Olivier Sultan, 1994
O seu trabalho adiciona uma nova dimensão à complexidade da escultura em pedra no Zimbabué pelo compromisso e fidelidade a um tema. Madamombe utiliza as suas capacidades artísticas e técnicas para realçar as características das mulheres Shona, bem como para chamar a atenção para as desigualdades que afectam as suas vidas.
extraído de : "Life in Stone, Zimbabwean Sculpture", Olivier Sultan, 1994
Abias Ukuma – jovem pintor Angolano
POEMA MESTIÇO
escrevo mediterrâneo
na serena voz do Índico
sangro norte
em coração do sul
na praia do oriente
sou areia náufraga
de nenhum mundo
hei-de começar mais tarde
por ora
sou a pegada
do passo por acontecer
Mia Couto
11 comentários:
Um post lindíssimo sobre um continente cheio de magia. Quem por lá passa fica enamorado para sempre.
Viveste em África? Onde?
Beijinhos, Esperança.
Bonita e cuidada divulgação da cultura africana de expressão portuguesa, através de alguns dos seus artistas mais representativos.
Um abraço.
Jorge P.G.
Isabel
Não, nunca lá vivi. Mas esta paixão deve ter origens nas minhas costelas africanas que herdei da avó Conceição, como já tinha referido num post anterior. No entanto tive familiares em Luanda,Moçâmedes e Porto Alexandre. E a minha irmã viveu em Lourenço Marques. Para além disso amigos que são de lá.Como vês a minha ligação é forte.
Obrigada pela tua apreciação sobre o post.
bjs
Esperança
Jorge
Obrigada pelo comentário.
África e a sua cultura merecem ser divulgadas,
um abraço
Esperança
Ca estamos de novo meu amigo.
Depois de terminada a queima das fitas, e aquelas noites bem passadas, e bem regadas, estamos de regresso ao mundo activo do blogger.
Deparei que continuas aqui com o teu "sitio" bem movimentado como ja nos habituas-te.
Em breve voltarei com mais vagar para saber o que aqui se tem passado.
Um abraço.
para que se conheça a cultura - pintura, literatura - dessa terra tão perto e tão longe.
bem pensado e bem feito.
Beijos.
Rendadebilros
Obrigada pelas suas palavras, que prezo muito.
bjs
Esperança
Bom dia, Esperança!
Por aqui continua esse continente que fascina quem dele toma conhecimento. E recordas a tua avó.
Tem um bom dia, colega.
Foi bom entrar no seu cantinho, para matar saudades desse continente que quem pisa uma vez, nunca mais esquece.
gostei de encontrar aqui tantos e bons artistas. E encontrar Alda Lara de quem sou fã incondicional, foi bom demais. Vivi em Lourenço Marques, Beira e Nampula. E em Luanda.
Num dos meus blogues, "A mulher e a Poesia tenho agora Sallete Tavares uma poetisa Moçambicana, e tive há dias Alda Lara.
Um abraço
Isabel
Tenho para aqui uma coisas dispersas para postar mas estou atulhada de trabalho. Espero ainda esta semana poder variar.
bjs
Esperança
Elvira Carvalho
Obrigada pela visita.
Não tive o privilégio de estar nessa terra de magia, mas você que lá esteve compreende bem esse "poder" que essa terra exerce sobre quem por lá passou ou, como eu, só tem uma paixão.
Já visitei o seu espaço de poesia e vi a Sallete Tavares e a Alda Lara. Dizer que gostei muito, é dizer pouco. Mas vou lá voltar e somar algumas letras.
bjs
Esperança
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