domingo, 6 de fevereiro de 2011

A Cantiga é uma arma...



Parva que Sou

Sou da geração sem-remuneração
e nem me incomoda esta condição...
Que parva que eu sou...

Porque isto está mau e vai continuar
já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou....

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

Sou da geração casinha-dos-pais
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou...

Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou...

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

Sou da geração vou-queixar-me-pra-quê?
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou...

Sou da geração eu-já-não-posso-mais-Que-esta-situação-d­ura-há-tempo-de-mais!
e parva eu não sou!!!

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...


Música e letra: Pedro da Silva Martins

4 comentários:

Zé Povinho disse...

Também fiquei surpreendido pela letra desta canção. Tive conhecimento de outra do Paco Bandeira sobre o TGV que também me surpreendeu, para alé dos Xutos com o senhor engenheiro. Por acaso alguém consegue ouvir estas músicas nas nossas rádios? Eu não!
Abraço do Zé

o escriba disse...

Nem eu!!!

Esta mandaram-me por e-mail e pela mesma via me mandaram a do Paco Bandeira.
Não me parece que as rádios estejam interessadas em ser veículo de alguma coisa que não seja a do puro entretenimento. Malta dos trinta, a quem pouco diz o desafio de outrora de fintar o poder instituído!

Um abraço
Esperança

Cata- Vento disse...

Temos nas nossas mãos a geração parva como canta a Ana Bacalhau que conheço bem e que teve a sorte , porque têm uma qualidade extraordinária ( os Deolinda), de vingar no mundo da música.
O Paco Bandeira, como diz o Zé povinho tem também outra muito boa. A canção continua a ser uma arma. E esta é brandida pelos mais novos que sentem a insegurança na sua vida todos os dias.
Bem-hajas, amiga!
Espero que estejas completamente recuperada.
Bjinhos

francisco disse...

«Não me parece que as rádios estejam interessadas em ser veículo de alguma coisa que não seja a do puro entretenimento» Os animadores de antena têm é medo do nacional-socialismo, e com razão: Vão para o olho da rua se se atrevem a pisar o risco.