quarta-feira, 22 de abril de 2009

Canção do novo protesto


Hoje as minhas letras são de descontentamento!
Do meu baú de recortes fui tirar este cartoon. Passados 35 anos, o nosso papel continua a ser semelhante, com a agravante de que ,agora, nem para o papel ganhamos!
Estamos, meus amigos, como diz esta canção de protesto dos tempos modernos:
..............................
Sem Eira nem Beira
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um "passou bem"
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar, despedir
Ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar, enganar
O povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a f***r
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a...
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Dê-me um pouco de atenção
Xutos & Pontapés

5 comentários:

Marco Sistinne disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marco Sistinne disse...

Olá Soma de Letras, não sei se você irá se lembrar de mim, pois já fui: Janelas e Travessias, Por entre Letras, Oficinas de Fragmentos ufa ... estou
com um novo blog ( o Bula Literal ) outra foto e heterônimo: Marco Sistinne; de uma passada por lá depois e veja o que acha ok, será um grande prazer a sua visita.
abraços literários
de ? que
tornou-se Marco Sistinne
ou simplesmente
Marco

Isamar disse...

Este tem sido o papel do Zé ao longo dos séculos. Infelizmente! Mas desistir é próprio dos fracos e cá estamos e continuamos a lutar pela preservação desse direito inalienável do homem que é a Liberdade.
Baixar os braços? Nunca!

Bem-hajas, amiga!

Jinhos de esperança

o escriba disse...

Olá Marco!

Tenho muito gosto em o ter por cá!
Também já visitei a sua interessante Bula Literal.Parabéns por mais esse espaço de livros.

Um abraço
ESperança

o escriba disse...

Isamar

A herança que recebemos dia 25 de Abril de 1974 exige-nos que não baixemos os braços!

Um bjinhos carregado de cravos vermelhos
Esperança