terça-feira, 5 de agosto de 2008

Olhão


Depois de um cafézinho pela manhã...



Um passeio pela minha cidade (1)


Desprovida de delicadezas escusadas, Olhão é alegre e amável. Assim como um rosto franco a dizer ao forasteiro: «Esteja à vontade, trate da sua vida, que nós cá andamos a tratar da nossa!»

Manuel da Fonseca

A Rua do Comércio

foto da net

Os Mercados



foto da net


A edificação dos actuais Mercados teve início no dia 5 de Outubro de 1912. Foram inaugurados em 1 de Maio de 1916, Os dois mercados, da fruta e do peixe, são cobertos por um telhado de zinco com quatro águas seguidas de abas orientalizadas, que assenta numa sucessão de vigas transversais em perfilado leve de ferro. Tem portões pretos com a metade superior encaracolada entre os caixilhos. Nos quatro cantos de cada Mercado, elevam-se torreões envidraçados, cilíndricos, de cúpulas metálicas esféricas, com pára-raios espetados nos vértices.

A Marina


O Cais de Embarque para as Ilhas - O "Tê"



O Compromisso Marítimo - Museu da Cidade


O Compromisso Marítimo fundou-se no ano de 1765, mas só em 1771 se inaugura o edifício situado na Praça da Restauração.
É um prédio de dois pisos, de planta irregular com cobertura de quatro águas, de telha. A fachada principal é simétrica de dois corpos sobrepostos, com vãos rectangulares com sacadas de ferro forjado e ao centro uma porta encimada pela capela da Nossa Senhora da Graça. A fachada lateral tem um pórtico de dois arcos emoldurados de cantaria e os vãos laterais são em forma de arco abatido. As portas eram de madeira de cor verde, mas depois de restaurado colocaram portas de vidro.

No ano de 22 de Fevereiro de 1943 o Compromisso Marítimo da ainda Vila de Olhão é transformado na Casa dos Pescadores e, já no século XXI, este edifício foi recuperado e restaurado, criando-se nele o Museu da Cidade, de forma a salvaguardar e divulgar o património cultural do concelho, integrando a sala de despachos, a sala da arqueologia, a sala de exposições temporárias e o núcleo bibliográfico.


A Igreja da Nossa Senhora da Soledade - Igreja Pequena

Em meados do século XVII já estava construída, mas não se sabe quem foi o mestre de obras.

A fachada é preenchida com um frontão decorado com ornamentos de massa, um portal coroado e uma janela encimada por um pequeno frontão. Ainda no exterior pode ver-se uma das características mais significativas desta igreja que é uma grande cúpula, muito simples na sua decoração. É ainda de referir que à entrada da capela existe um poço tapado com uma laje.
A sua estrutura sofreu alterações, principalmente depois do terramoto de 1755 e no ano de 2004 sofreu obras de restauro e preservação.
O interior é de nave única com cinco altares: no altar-mor, está a Senhora da Soledade, e nos laterais, o Senhor dos Aflitos, Santa Clara, Santa Luzia e São Sebastião. Em dois dos altares existem inscrições: no de Santa Clara («Clara! Consolação da Igreja e Glória da Itália, remédio dos povos e admiração do mundo católico!»), e no de São Sebastião («Sebastião, ornamento do quarto século!»).
Hoje já não se fazem orações na Igreja Pequena ou na Igreja dos Mortos, como por vezes os olhanenses a designam, porque é usada como capela fúnebre.


A Igreja Matriz da Nossa Senhora do Rosário


foto da net

Esta igreja situa-se na Praça da Restauração e foi «fundada no reinado de D. Pedro II / Simão Bispo consagrou a Deus/ a primeira pedra a 4 de junho de 1698» como diz a legenda gravada. É uma igreja em estilo barroco e representa o esforço dos homens do mar que o construíram à sua custa, conforme reza a inscrição do cunhal da torre sineira desse templo. Levou dezassete anos a construir e foi aberta ao culto em 1715, antes de concluída.


A particularidade desta igreja é ter na sua traseira uma pequena capela dedicada ao Senhor dos Aflitos. Trata-se de uma capela de fachada centrada, com telhados de quatro águas e janelas com sacadas de ferro forjado. O centro tem um pórtico de três arcos, decorado no interior com azulejos de cor azul e branco, e uma galilé . É enaltecido por um painel de azulejos com o Cristo Crucificado, no exterior. Vê-se da Avenida da República e é resguardada unicamente por uma gradaria de ferro.

É com o sol - e o sol é o xerife sempre presente desta terra que, sem a Nossa Senhora do Rosário, padroeira, íamos dizer sarracena - que é preciso ver Olhão do alto da sua torre. Do moinho do Levante ao «Mundo Novo», onde a telharia fresca de Marselha põe uma barra sanguínea, rola e flameja a alterosa procela de branco. Um zimbório vermelho, que emerge e sobe no ar como balão de arraial, a cúpula da Soledade, incerta se cobre igreja se mesquita, o vão negro das frestas e até o rasgão oblongo das ruas liquefazem-se no dilúvio de alvaiade.

Aquilino Ribeiro

fontes: fotos minhas, www.olhao.web.pt

8 comentários:

Sophiamar disse...

Um excelente trabalho de pesquisa, colega Esperança. Não és de Olhão mas adoptaste-a como terra do teu coração..
Boa praia na Fuseta.

Beijinhos

Eu cá ando pelo mar e pela serra.

lagartinha disse...

Grandes férias que passei na ilha do Farol! As primeiras férias sozinha, quer dizer, sem a família, só com a minha irmã e uma amiga! Ai que saudades da hospitalidade da família da minha amiga que era de Olhão...
É bom recordar coisas boas...
Beijinho grande

o escriba disse...

Isabel

Minha querida, espero que essas férias estejam a correr bem!!!
Olha, eu nasci em Olhão, mas o meu pai levou a família para Matosinhos quando eu era bébé.Só regressei à minha terra quando já tinha 20! Pertenço àquelas gerações que, nos anos 50 e 60, migraram pelas terras do litoral.
Sou o produto de duas culturas: a do norte, combativa,antes quebrar que torcer,e a do sul, alegre, faladora,brejeira, mas em qualquer dos casos, amante do mar.

ondas de bjinhos
Esperança

o escriba disse...

Ana Lagartinha

Ah! a menina conhece a belíssima ilha do Farol, a melhor praia de Portugal! Tem que vir cá com os seus petizes, a ilha está melhor que nunca, e os algarvios nem lhe digo nada!eheheheh!
Espero que também as suas férias estejam a correr bem!

bjinhos
Esperança

Sophiamar disse...

Continuo de férias, pouco ligada à net, mas venho desejar-te um bom fim de semana. Do meu mar e da minha serra envio-te beijinhos e um abraço amigo.

p.s. Hoje estive na Deserta.

o escriba disse...

Isabel

estive dois dias no Farol; a água estava um espectáculo.
Para a semana vou dar uma voltinha ao litoral oeste, vou arejar, que bem preciso.
Obrigada pela tua sempre bem acolhida visita.

bjinhos
Esperança

lagartinha disse...

Esperança
Como prometido, as primeiras imagens da minha casita, foram enviadas para o seu mail. Embora não tenha conseguido utilizar a calçada Portuguesa (por dificuldades que se prendem com o software que uso), mandei na mesma em primeira mão....
Um beijinho

o escriba disse...

Ana Lagartinha

Estive uns dias fora e só hoje fui à minha caixa do correio. Muito obrigada pelas imagens. Só lhe digo que o seu projecto é soberbo.
A casinha vai ficar um "brinquinho"! Gostei muito!

bjinhos
Esperança